<center>Beauty Fair 2009: movimento de milhões em cenário livre de crise</center>

Beauty Fair 2009: movimento de milhões em cenário livre de crise

O mercado brasileiro de cosméticos e higiene pessoal passou praticamente incólume pela crise financeira e está revendo suas projeções de faturamento para 2009. O setor deve fechar o ano com uma receita da ordem de R$ 24 bilhões, um crescimento de 11% em relação a 2008.

“O setor refez as projeções iniciais, que era encerrar 2009 com um crescimento de 5% na receita. Em muitos aspectos, a crise até ajuda o setor de beleza”, afirmou Luciane Beltran, diretora da Beauty Fair, em entrevista ao Estado de São Paulo. Para Luciane, o desempenho do setor se mostrou favorável em meio às turbulências porque as vendas de cosméticos não estão atreladas a crédito, e sim à renda disponível das famílias.

E março, matéria de capa da revista Magnífica já sinalizava um cenário favorável para o setor ao longo do ano e alertava os profissionais sobre a migração de trabalhadores de outras áreas atingidas pela crise para o mercado de beleza. “Com a crise causando demissões em diversos setores, muitos profisionais estão investindo em cursos de qualificação rápida e migrando para o mercado da beleza”, disse à época o empresário Pedro Monteiro, da Mag Estética.

A pujança do mercado de beleza não só tem atraído profissionais de outros setores como companhias que, até pouco tempo atrás, sequer cogitavam atender o segmento de beleza. É o caso da Mondial, fabricante de eletroportáteis como ventiladores, liquidificadores e cafeteiras que está entrando no segmento de cuidados pessoais. A empresa está lançando oito produtos, entre secadores de cabelo e pranchas, e tem planos de conquistar 15% desse mercado em um ano.

No início do ano, no ápice da crise, empresários e analistas previam que o mercado de beleza não sofreria danos graves em virtude da recessão. No entanto, nem os prognósticos mais otimistas previam um crescimento da ordem de 11%. O bom desempenho serve como termômetro da solidez do setor de beleza e estética na economia brasileira.

, , ,