Micropigmentador em mamas: “Finalizamos um processo de dor e flagelo”

Micropigmentador em mamas: "Finalizamos um processo de dor e flagelo"

Liniria Reinaldo, master em micropigmentação, é professora do curso de especialização corretiva em aréola mamária oferecido pela Mag Estética. Em conversa com o Mag Blog, que esta semana trata dos temas ligado ao Outubro Rosa, ela contou um pouco das particularidades de ser micropigmentador em mamas. Veja abaixo trechos da conversa onde ela aponta que o profissional de micro finaliza “um processo de dor e flagelo”.

Cliente x paciente

“Com sobrancelhas, há uma maior exigência da cliente. Em muitos casos, sobra autoestima e expectativa. O conhecimento do micropigmentador é pautado em beleza e medidas. No caso de uma paciente de reconstrução areolar, ela chega com pouca expectativa, não sabe dizer o que quer. Se entrega. Para o profissional, é como se você fizesse parte da equipe do cirurgião e dentro da micropigmentação. E é você quem decide o melhor”.

Reconstrução da alma feminina

“O micropigmentador em mama deve estar preparado para receber a paciente com um maior aconchego. Mas deve ter o cuidado de não colocá-la como doente. Quando ela chega na micropigmentação é o começo do fim de um processo. Em nossas mãos, ela está recuperando sua feminilidade. A mastectomia a torna muito inferiorizada.

Depois da micropigmentação é como se ela virasse a página. Finalizamos esse processo de dor e flagelo e a paciente se torna inteira. Fazemos um trabalho de reconstrução feminina não só no corpo, mas na alma. A partir daquele momento ao final da micro, é uma outra expectativa”.

 

Professora Liniria Reinaldo durante procedimento no curso de micropigmentação mamária

Cor

“A parte técnica envolve um conhecimento maior de colorimetria. Não existe uma cor pronta para a mama. Não é só um pigmento que vai dar cor. Portanto necessita-se de um pigmento de base de dióxido de titânio acrescido de pigmentos quentes. Isso apenas para a formação da base. A absorção também é diferente. Uma mama pode exigir até quatro sessões para ficar finalizada.

Na primeira, apenas fazemos o plano de fundo. Depois, na sessão seguinte, entram os pigmentos de cobertura, que podem ser em tons de castanho claro, mais pigmento a base de dióxido de titânio. Por fim, entram as tonalidades mais claras para criar projeções, efeitos em 3D que imitem os aspectos naturais de uma mama. Destacamos também que no caso de mastectomia unilateral, a base é a mama que se preservou. Em casos bilaterais, o micropigmentador tem liberdade para criar um trabalho bem realista, com efeitos 3D  com profundidade e projeção”.

Perspectivas profissionais

“O micropigmentador em mama não atua em uma área de retorno financeiro rápido. Não é um trabalho como em sobrancelhas. Para atender pacientes, depende de parcerias com médicos, que as direcionam. Dessa forma, muita gente da área de saúde, como enfermagem ou biomedicina, procura os cursos. O custo do trabalho não é barato. Necessita-se de mais pigmento, mas agulhas, mais tempo. Por isso, faltam profissionais no mercado”.

 

 

 

 

 

 

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